Cansadas de viverem sozinhas, de vez em quando as letras resolvem se misturar na cabeça de algumas pessoas e, juntas, formam palavras, que formam textos que, dependendo do momento e da imaginação de cada um, tornam-se contos, ensaios, críticas ou até mesmo incríveis historinhas infantis.
Daí, surgem misturas fantásticas para saciar a nossa fome de beleza e nos levar a um mundo encantado que só a nossa imaginação, unida à imaginação de quem escreve pode desvendar.
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terça-feira, 11 de novembro de 2014

TEM QUE SER AGORA?


por Rejane Menezes

Esta semana estávamos conversando sobre a inovação do WhatsApp que, a partir da nova atualização, as pessoas vão saber se suas mensagens já foram ou não visualizadas. Claro que isso gerou uma polêmica generalizada sobre ser um absurdo, invasão de privacidade e outros senões.
E, quando disse que isso não me afeta, estava sendo sincera. Porque realmente não me incomoda o fato da pessoa ter lido e não ter respondido e, muito menos o contrário, a pessoa ver que li e não respondi. Porque, na verdade, apesar de ser altamente ligada às inovações da tecnologia, ser uma admiradora incondicional do progresso dos equipamentos e ferramentas que cada vez mais nos conectam ao mundo todo, não acho que o fato de ter lido uma mensagem que não encerre nenhuma urgência, me obrigue a parar tudo para respondê-la.

E daí se a pessoa viu que eu já li? Minha gente houve um tempo em que nem telefone existia e as pessoas sobreviveram à espera por respostas que demoravam meses.
Com o advento do telefone, a comunicação ficou mais fácil, é verdade. Mas antes de telefonemas interestaduais e internacionais, o telegrama era a forma mais rápida de comunicação. E todo mundo sobreviveu a isso.
Moramos em Natal, por três anos e, por opção de sossego, não tínhamos telefone em casa. Para emergências, a família tinha o número da vizinha.
Hoje, se ligamos para alguém e celular não atende, já ficamos aflitos ou com raiva. Se enviamos um WhatsApp e a pessoa não responde, é falta de consideração. Se marcamos uma pessoa no Face e ela não curte ou comenta é descaso. Se enviamos um e-mail e ficamos sem resposta, é desatenção. E, se algum amigo não prefere os aparelhos de celular comuns e não tem WhatsApp, é um alienado.
 

De repente é como se a comunicação virtual nos controlasse e ditasse as regras do bom comportamento. Quando estou dirigindo, não atendo o celular de jeito nenhum. Nem com fone de ouvido ou viva voz. Celular distrai e compromete a segurança. Já fui repreendida por chefes e colegas de trabalho. Não me importo. Privilegio a segurança. Ponto.
Minha gente não temos que obedecer a essas regras que levam a fazer loucuras, como digitar mensagem dirigindo, porque alguém quer uma resposta imediata. Já houve acidentes graves por isso.
O mundo não vai acabar se  desligarmos o celular por duas horas enquanto está no cinema.
Como já disse sou uma grande entusiasta da tecnologia e procuro aprender e adotar tudo que facilite a minha vida. Mas quero a tecnologia ao meu serviço, ao meu dispor e não o contrário, pois seria uma servidão sem nenhum propósito.
 

Portanto meus amigos, se enviarem uma mensagem por MSM, WhatsApp, Menseger, o que for e constatarem que li e não respondi, não comecem a imaginar os motivos. Quando eu não responder logo só existem duas respostas: ou estou ocupada e não posso responder naquele momento ou não respondi porque não quis. Em qualquer dos casos não há nada que você possa fazer a não ser esperar.
Vamos tomar um chazinho de camomila, um suquinho de maracujá e nos manter calmos. Para que a pressa?
Respondamos nossas mensagens quando pudermos, no momento mais adequado e deixemos de neura. A única e segura maneira de manter sua privacidade é ficar fora das redes. É como aquele velho ditado: “Ajoelhou, tem que rezar”. Ou ainda: “Caiu na rede, é peixe”.
Então, se gosta participar das redes, configure sua segurança e KEEP CALM. Porque privacidade... O que é mesmo?

 


sábado, 30 de novembro de 2013

ÉRAMOS MAIS FELIZES ???




Quando me lembro de coisas da minha infância, sobretudo no Facebook, costumo sempre avisar: sou velha não, sou antiga. Daí começo a listar as coisas que não existiam naquela época e constato que fui feliz, mesmo sem elas. Mas e hoje, como faria sem os avanços tecnológicos? 

Eu sempre digo que a gente não sente falta daquilo que nunca teve. Quando nasci não havia televisão por estas bandas. Os dois primeiros canais de TV foram inaugurados quando eu tinha entre cinco e seis anos de idade. Ainda lembro do meu programa preferido: PIM PAM PUM, patrocinado pela Estrela, exibido pela Tv Rádio Club e produzido pela TV TUPI. Passava às seis horas da noite. Quando acabava era hora de ir dormir. Esse era o máximo de acesso à tecnologia que nós, crianças, tínhamos na década de 1960. E a TV era preto e branco. TV colorida no Brasil só em 1972. E, assim mesmo, a programação foi se colorindo aos poucos. Não chegou de um dia para o outro.

Hoje, as crianças de cinco, seis anos, mexem com computador, tablete, ipods e smartphones, às vezes, melhor que seus pais. Jogam videogames de última geração com uma habilidade que nos deixa de boca aberta. Apesar de mídias sociais como o Facebook, por exemplo, terem a exigência de ser maior de 18 para participar dele, as crianças estão fazendo perfis cada vez mais cedo.
E eu me lembro que o máximo de brincadeira na área de comunicação que tínhamos era aquele telefone que fazíamos com um cordão e uma lata em cada ponta.

Telefone, fixo é claro, era uma fortuna para comprar. E a conta também. Ter uma linha de telefone era praticamente ter um bem, como um carro, por exemplo. Tinham pessoas que ganhavam a vida alugando telefone. Depois de casada só vim ter telefone em casa uns três anos depois e alugado. A primeira linha própria da família foi comprada em 36 prestações e só recebemos quando acabamos de pagar. Vejam vocês. Hoje, o preço caiu tanto que é apenas simbólico.

Eu vivi sem televisão e sem telefone um bom tempo da minha infância. Vivo um tempo maior ainda sem supermercado, sem tv colorida e sem controle remoto. E outro tempo ainda maior ainda sem CDS, MP3, DVD, computador, internet e celular.

Sobrevivi a tudo isso, eu sei. Mas, quando vejo toda a tecnologia que dispomos hoje, todas as facilidades que nos ajudam em nosso dia a dia, me pergunto como conseguimos viver sem essas coisas?

Sou uma fã incondicional da tecnologia. Apareceu uma novidade estou logo pesquisando sobre o que é, o que faz, pra que serve. Não sou de comprar nada logo de cara, assim que sai, pelo simples prazer da novidade. Só compro se constatar que realmente vai facilitar a minha vida. Não sou escrava da tecnologia mas acho que sem ela, a vida seria bem mais difícil. Sem um computador eu não poderia estar, neste momento, escrevendo esse texto para ser postado em seguida. E, sem a internet, você não poderia ler esse texto em tão pouco tempo depois que o escrevi, por exemplo, morando em outra cidade. Comunicação é uma grande paixão. E, consequentemente, tudo que facilita a comunicação, me encanta, como computadores e internet.

Smartphone é outra paixão. Pena que custe tão caro. Mas como não ser apaixonada por um aparelhinho que cabe na sua mão e permite que você fale com pessoas do outro lado do mundo, não apenas da forma tradicional mas pelo Skype, pelo hangout ou pelo próprio Facebook? E ainda permite acessar as mídias sociais, assistir a vídeo e ler livros? Isso sem falar nas músicas que podemos ouvir e nos joguinhos que ajudam a passar o tempo.

Lembro com alegria de minha infância, adolescência e juventude. Foram fases gostosas e felizes da minha vida. Mas acho que as crianças de hoje podem ser ainda mais felizes se souberem aliar as brincadeiras tradicionais às tecnológicas. Para elas o leque de opções de diversão é bem mais amplo. Só precisam ser orientadas a escolher bem.

Então viva a tecnologia que nos interliga e permite que nos comuniquemos uns com os outros, em tempo real, onde quer que estejamos.